15. Desperdício de energia e maturidade

http://noobicenuncamais.wordpress.com/2011/03/14/atalhos-do-teclado/
Passos precisos e preciosos

Velocidade e atitude
Explosão e impulsividade
Pilares da juventude
Sintomas de pouca idade

Depois de idas e vindas
E de um tanto de estrada
Sabedoria é bem vinda
Atalhos e vias douradas

A maturidade ensina
A dar passos mais bem calculados
Mostrando o mapa da mina
Evitando campos minados

O processo é salutar
Evolui-se a cada dia
Aprendendo a evitar
Desperdício de energia


 
Li há poucos meses na Revista Vida Simples que designers desenvolveram uma calça para corrida ou caminhada que é capaz de armazenar a energia obtida através do movimento em energia elétrica que mantém em funcionamento um aparelho de mp3 player enquanto a pessoa pratica exercícios (fonte: http://www.dihitt.com.br/barra/dispositivo-instalado-em-calca-carrega-seu-mp3-enquanto-caminha)

Desde de 2009, os carros de Fórmula 1 utilizam um equipamento chamado de KERS (Kinetic Energy Recovery System) que recolhe a energia cinética gerada na desaceleração (frenagem) do carro e que seria desperdiçada, transformando-a em eletricidade que possibilita um ganho de potência ao motor do veículo (fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Kinetic_energy_recovery_system).

Recentemente, vi na Revista Veja uma reportagem sobre o Prius, carro híbrido da Toyota, que vem fazendo sucesso mundo afora, pelo seu apelo ecológico. O carro funciona com dois motores, um elétrico e outro à combustão. O motor elétrico é capaz de mover o carro por até 50 km/h. Velocidade acima dessa aciona o motor a combustão. A energia que move o gerador elétrico é obtida a partir da desaceleração e frenagem do veículo e armazenada em baterias. (fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/esporte/toyota-prius-imagem-e-tudo).

O que quero dizer com os fatos leigamente citados acima é que a nossa ciência primitiva e infantil só agora está sendo capaz de perceber o quanto de energia é desperdiçada em tudo que fazemos e buscando formas de reaproveitar essa energia que seria perdida em nosso próprio proveito.

Mas saindo do campo científico e entrando na área mais pessoal, acho que é mais ou menos isso que acontece com as pessoas ao deixarem pra trás sua fase mais juvenil. Ou que pelo menos deveria acontecer.

Se por um lado o amadurecimento traz um metabolismo mais lento para perder peso, gera o aparecimento de fios de cabelo branco em ritmo de progressão geométrica e nos faz perder velocidade e potência nas práticas esportivas, por outro, ele nos deixa capazes de evitar com maior facilidade um desperdício de energia sem tamanho!

Com um tanto de estrada percorrida e a disposição de olhar um pouco para dentro, nos tornamos cada vez mais aptos de fazer escolhas mais próximas do que realmente somos, podemos e queremos.

Seja na atividade física semanal, nos próximos passos profissionais, na forma de conversar com as pessoas que nos cercam, ou na escolha da diversão do fim de semana, se tem uma coisa que a maturidade pode nos propiciar é a sabedoria de evitar o desperdício de energia.

Lembro de um comentarista de futebol ao analisar um jogador veterano brasileiro durante uma partida, citando que se o jogador não tinha mais a explosão e velocidade de anos atrás, ele agora estava jogando muito melhor pois conhecia os “atalhos do campo”, dando passes precisos e só correndo atrás de bolas que realmente valiam a pena.

E é isso que temos que absorver à medida que nos sentimos mais maduros e conhecedores de nós mesmos: procurar os atalhos da vida, dar passos mais precisos e preciosos e evitar o desperdício de energia.

Não teria sentido esses cabelos brancos que começam a surgir serem em vão.

Sds,

Hugo

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